MERCADO ENERGÉTICO GLOBAL
O mercado das energias renováveis teve um grande incremento na década anteriro e a tendência é continuar a crescer, com uma diminuição de custos e benefícios para as economias locais.
Cada Pais traça os seus objectivos nacionais, que podem ser medidos através de determinados " targets": Metas de capacidade de geração (Mw), percentagens objectivo para geração, conusmo ou compra por parte de utilities (%) a partir de fontes renováveis, Wind Power Production Incentive, Leilões de energia por fonte ou pelo Mandatory Renewable EnergY Targer (MRET).
Para atingir cada objectivo cada Pais utiliza incentivos:A) Investimento directo de capital através de subsídios para projectos, B) Prémio para energia gerada , C) Obrigatoriedade de compra para as utilities, D) Desenvolvimento de mercado para energia verdes, E) Leilões Específicos por fonte.
Project finance para as energias renováveis
O Project Finance na área das energias renováveis numa abordagem periférica e de conjunto passa por um conjunto de “ checks and balances” entre os diversos intervenientes: promotores, financiadores, investidores,bancos, proprietários, fornecedores , seguradoras, autarquias locais,etc
Destaca-se a avaliação dos riscos: Risco tecnológico, , risco terrenos, risco de licenciamento e riscos de operação e manutenção, risco tarifário e risco político…onde para cada avaliação de risco existe um consultor, inclusive legal.
Existe uma aplicabilidade da lógica de project finance ao financiamento de projectos de energias renováveis – amplamente testada em projectos eólicos, hídricos e solares.
Sendo projectos de grande dimensão , o project finance para as energias renováveis baseia-se numa lógica de auto-sustentabilidade a prazo.
CRESCIMENTO DO SECTOR DAS ENERGIAS RENOVÁVEIS À ESCALA MUNDIAL:
Em 2008, a produção de energia eléctrica com base em fontes de energia renovável permitiu evitar a emissão de cerca de 9 milhões de toneladas de CO2, contribuindo para a aproximação ao cumprimento das metas definidas pela União Europeia e traduzindo-se numa poupança de cerca de 195 milhões de euros de acordo com o custo de emissão de cada tonelada de CO2.
Tendo em conta o crescimento previsto entre 2008 e 2015, estima-se que em 2015 a produção de energia eléctrica a partir de fontes renováveis permita diminuir a emissão de CO2 em cerca de 17 milhões de toneladas, que corresponderão a uma poupança anual de 430 milhões de euros.
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POLÍTICAS ENERGÉTICAS
Condicionantes:
- Dependência energética , particularmente , em países que não possuem recursos fósseis e custos na economia real.
- A aposta em recursos não renováveis leva a um aumento da poluição e consequente impacto nas alterações climáticas.
- Apesar das renováveis terem um papel diminuto começam cada vez mais a ganhar relevo face ao petróleo e carvão e a ser uma aposta sobretudo na Europa, embora o USA venham a apostar numa mudança de paradigma no início da nova década.
Orientações:
Verifica-se que a questão energética é uma questão política, pelo que a União Europia através das suas instituições, visa atingir três objectivos primordiais: 1.º) a sustentabilidade; 2.º) a segurança no abastecimento ; 3.º) Competitividade;
A política energética europeia baseia-se em grande parte na nova directiva: 2009/29/CE de 23 de Abril de 2009. Sendo 27 paises , a política é a dos “vinte”...
A destacar:
- Redução de GEE até 30 % dos níveis de 1990, redução de 20 % em qualquer caso;
- 20 % do mix energético em renováveis;
- Reduzir em 20 % as necessidades de energia primária;
- 10 % de biocombustíveis se a produção for sustentável e se a 2ª geração de biocombustíveis estiver disponível e for competiva a preços de mercado.
- 30 % de GEE comparado com 1990, num contexto de um acordo internacional pós-2012;
Outras medidas:
- Não permitir que temperatura global aumente mais de 2 graus com o sistema europeu de comércio de emissões;
- Actuação sobre o mercado de energia: separação da propriedade ( transporte, distribuição, comercialização e produção)- “unbundling”;
- Aposta na tecnologia, sobretudo na captação de C02;
- Maior regulamentação, monitorização e controle das actividades de cada Estado Membro,
- Comércio de garantias de origem, para Estados que excedam o seu objectivo.
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